Comprei um pequeno, 3/8 somente. Tinha alguns recursos especiais. Não me acertei com ele e ele não se acertou comigo. Vendi para o Medeiros. Comprei um maior, 4/8, cheio de botões, polifonias, reverberação, etc. Também não me acertei com ele. Vendi para o Lais. Comprei outro. Agora sim!, 6/8, polifônico, reverberação, vinte e poucos instrumentos, chaves especiais, etc.etc. Não me acertei. Vendi para o Mozart. Aí, então, arrepiei, comprei outro: 7/8, Intelligent syntethesizer, 61 teclas, gerador de midi, polifonia de 28 vozes, 241 tones, 9 kits de percussão, 116 estilos, reveberador, chorus, display de LCD, gravador e 13 disquetes de estilos. O bicho! E Tentei. Tentei o quanto pude, agüentando, além da desilusão da incompetência, a humilhação das portas violentamente batidas, toda vez que eu tentava tirar algumas notas do meu teclado Roland E66, potente e avançado.Da incompetência não me livrei e para por fim à humilhação recorri ao fone de ouvido; para a falta de incentivo me tornei amigo da tecla “APPLAUSE” que eu comandava no volume e na intensidade, toda vez que, a meu critério, fazia algum avanço nas melodias.
Mas ser artista tem um preço muito alto e, portanto, desisti. Não quero mais empolgar às platéias com meus solos nem com meus arranjos.
Vendi o teclado para uma banda de forro de Petrolina!
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