
Ontem meu neto foi pela primeira vez ao Maracanã. Foi ver Flamengo e Atlético Paranaense. Voltou numa exitação imensa. O Famengo venceu! E, mais importante, estava deslubrado com o fato de ter falado um monte de palavrões. Resumo: AGORA, REALMENTE, ELE É FLAMENGUISTA!...
O Globo publicou, no Segundo Caderno, uma crônica de Joaquim Ferreira dos Santos, www.joaquim.santos@oglobo.com.br sobre o Dida. Como tantas outras é uma deliciosa crônica. Exalta as qualidades do Dida, atacante camisa 10 do Flamengo, que foi artilheiro do clube, entre 1955 e 1963. Mesmo que você não seja flamenguista leia a crônica.
Aquela crônica me fez lembrar por que eu sou Flamengo.
Era 1955 e eu morava perto do Estádio Belmar Fidalgo, lá em Campo Grande, MS. A cidade estava em polvorosa porque o Flamengo, com o time completo, iria fazer um amistoso com o Comercial Esporte Clube, da cidade. O time jogaria com Pavão, Chamorro, Jadir, Tomires, Dequinha, Jordan, Joel, Paulinho, Dida e o Zagallo. Um timaço, diziam.
Eu não era muito chegado a futebol e só ia ao estádio porque era perto e porque eu pulava o muro. E fui. Lá encontrei um colega de escola, acho que seu nome era Mansur, descendente de libaneses e fanático pelo Flamengo. Naquele dia ele estava numa excitação imensa e trazia uma caixa de morteiros para soltá-los quando o time entrasse em campo. Foi o que fez. Enlouquecido gritava Dida!, Dida! E acendia um rojão atrás do outro. Flamengo!... Dida!.. Flamengo!... Dida!...
Um não explodiu como esperado. O vermelho do seu sangue, escorrendo da mão dilacerada, marcou a minha memória. Tornei-me Flamengo nesse dia.
PS. Consultei o time no www.museudosesportes.com.br
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