NOSSO CARNAVAL... de LUTO.

Tal qual o carnaval, a quarta-feira de cinzas do esquecimento será em poucos dias.
Voltaremos para o cotidiano da violência e da dor, aceitando como inevitável. Imunes e prontos para novas doses.

Não entendi bem porque o Verissimo na sua coluna
, ontem, escreveu no imperfeito do indicativo, como se fosse passado. Tudo é tão presente. Talvez ele traga na alma a coragem de ser otimista de que, enfim, já temos a paz:

"Os horrores do cotidiano brasileiro inoculavam como vacina: cada dose de horror reforçava os anticorpos que protegiam a nossa insanidade. A barbárie banalizada nos insensibilizava, e a indignação e a resignação encontraram seu ponto de equilíbrio em nossas veias. Não se sobrevive em meio à miséria do pais mais desigual do mundo sem um mínimo de normalidade, para quem não é insensível nato. Mas as vacinas previnem contra germes rotineiros. O terror dos imunologitas é o germe novo, o germe imune à prevenção, o germe até então desconhecido. A escalada de horrores no noticiário brasileiro dos últimos tempos desafia todas as nossas defesas".

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