DIZER NÃO, NÃO É FÁCIL

Col. Max

Ou
: empregada Doméstica Fiel

A revista Time relata a seguinte historinha:

Um dia, o presidente americano Lyndon Johnson ligou para a casa de John Kennedy Galbright, querendo falar com o grande economista, que havia se recolhido para tirar um cochilo. Atendeu sua empregada doméstica, que falou. “Ele está descansando e deixou ordens estritas para não ser perturbado”. “Bem, eu sou o presidente. Acorde-o”. A resposta foi: “Desculpe-me, senhor presidente, mas eu trabalho para o sr. Galbright, não para o senhor”. E desligou.

Quando Galbrigth acordou de seu cochilo, ligou de volta para Johnson: “Quem é esta mulher? ” perguntou o presidente, referindo-se à empregada que ousou dizer “não” a ele. “Quero que ela venha trabalhar para mim”.


O “não” é provavelmente a palavra mais poderosa da nossa língua, mas é certamente a mais destrutiva, podendo colocar em risco amizades e carreiras. Por isso, é tão difícil dizer um “não”, afirma William Ury, diretor do Global Negotiation Project, da Universidade de Harvard, que trata desse tema em seu livro, “O poder do não positivo: como dizer não e ainda chegar ao sim”. Nesse livro, Ury, um exímio negociador profissional, dá conselhos sobre como agir em situações em que se é obrigado a negociar em situações adversas. Ury conclui, afirmando que, ao dizer “não” de forma decisiva e respeitosa, você pode, paradoxalmente, fortalecer seu relacionamento com a outra pessoa.

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