

Parênteses: sempre achei que o combate a esses desvios são feitos de forma equivocada, pelo menos quanto às drogas. Todas necessitam de insumos químicos e não sei de nenhuma ação de controle das grandes indústrias, que fabricam e colocam no mercado os milhões de toneladas métricas dos elementos essenciais para a produção de cocaína, do LSD, etc. A Rhodia, por exemplo, no Brasil, é a maior produtora de acetona. Não seria mais simples controlar os destinos dos insumos, desde a saída da fábrica, do que vigiar as fronteiras ou buscar a droga nos morros?
O outro lado da questão é a clandestinidade. Até onde o Sérgio Cabral, Governador do Rio de Janeiro, estará abrindo uma discussão para a descriminalização? Agora ele foi além e já defende a legalização do jogo, bicho e bingo. Não atino quanto existe de marketing ou de uma visão que transcenda ao lugar comum do cotidiano no combate ao crime e à contravenção, sempre uma mistificação do bem e do mal, com o elo inevitável da corrupção. Não sei.
Pessoalmente defendo a descriminalização e acho que proibir o jogo, no Brasil, é uma baita hipocrisia.
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