UM JURAMENTO

O professor de Ética e Filosofia Política na USP, Renato Janine Ribeiro, escreveu na Folha de São Paulo um longo artigo sobre o horror da violência dos nossos dias, em especial a que trucidou o menino João Helio.

Um trecho do seu artigo:
"Se não defendo a pena de morte contra os assassinos, é apenas porque acho que é pouco. Não paro de pensar que deveriam ter uma morte hedionda, como a que infligiram ao pobre menino. Imagino suplícios medievais, aqueles cuja arte consistia em prolongar ao máximo o sofrimento, em retardar a morte. Todo o discurso que conheço, e que em larga medida sustento, sobre o Estado não dever se igualar ao criminoso, não dever matar pessoas, não dever impor sentenças cruéis nem tortura -tudo isso entra em xeque, para mim, diante do dado bruto que é o assassinato impiedoso."

Digo eu: sou intrinsicamente pacifista, sou naturalmente conciliador. Tenho como norma não julgar, por antecipação, pela cara ou pela cor. Também sou contra a pena de morte, mas eu tenho a absoluta certeza de que eu mataria um infeliz que se atrevesse contra um dos meus. Não sei se faria de forma cruel ou não, mas mataria. Alias, vou mudar o tempo do verbo: eu juro que mato!

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