CULTURA INÚTIL - Curiosidades do Sec. XVII

Colab. Carlos Rutowitsch

Visitando o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso palácio não tem banheiros. Quem lá esteve admirou os jardins enormes e belos. Na época, nas famosas baladas promovidas pela monarquia, as excrescências eram despejadas pelas janelas do palácio ou lançada nos jardins.


Na Idade Média, não existiam dentifrícios ou escovas de dente, perfumes, desodorantes, muitos menos papel higiênico e vemos, nos filmes de hoje, as pessoas sendo abanadas. Não era o calor, mas o mau cheiro que exalavam por debaixo das saias e por todo o corpo. O mau cheiro era dissipado pelo abanador e só os nobres tinham lacaios para abaná-los.


Na época, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho, no início do verão. A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável e, para disfarçar, as noivas carregavam buquês de flores, junto ao corpo. Daí termos o mês de maio como o "mês das noivas" e a origem do buquê de noiva.

Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente e o chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa, depois, os demais, com a mesma água, sendo os bebês os últimos. Por isso a expressão “não jogue fora o bebê junto com a água do banho”.


O telhado das casas não tinha forro e era sustentado por vigas de madeira onde, para se aquecerem, se abrigavam gatos, ratos, besouros, etc.. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a pularem para o chão o que deu origem à expressão "está chovendo gatos e cachorros”.

Os pobres usavam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material fazendo com que muita gente morresse envenenada. Os copos de estanho eram usados, também, para beber cerveja ou uísque, o que muitas vezes, deixava o indivíduo "no chão" , numa espécie de narcolepsia, que podia ser passageira. O cidadão era, por isso, colocado sobre uma mesa e a família ficava em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o “morto” acordava ou não. Daí surgiu o velório.


Chega, não é?

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