FAYAL, UM EXEMPLO DE VIDA
O Max, de nós o que mais conviveu com o Fayal, resume, com certeza, o que todos pensamos do querido amigo.
De: Max Schlobach
Como escrever sobre alguém tão querido? Fayal faleceu há três anos, mas, apesar de decorrido tanto tempo, não consigo driblar a dor. Ele deixou um vácuo, um espaço, que não será preenchido. Ele era uma unanimidade. Nós todos perdemos mais que um amigo. Perdemos um ídolo, um exemplo de vida.
Conheci-o quando ainda era um jovem engenheiro da Petrobras, há uns quarenta anos talvez. Mais tarde, nos tornamos sócios no Escritório, que chamamos Escritório Max & Fayal. Trabalhamos juntos muitos anos. Foi um tempo muito prazeroso. Era um profissional eficiente e extremamente dedicado ao trabalho. Nossa empatia começou desde cedo, logo que nos conhecemos. Tornou-se o porta-voz de nosso grupo de tenistas veteranos, pela sua palavra fácil. Nos aniversários e comemorações sempre fazia uso da palavra, e ficávamos todos impressionados como tratava as questões com tanta propriedade e tanto sentimento.
Nunca vi o Fayal nervoso ou muito menos exasperado. Estava sempre tranquilo e solícito, com uma palavra de carinho e estímulo para todos.
Nos nosso encontros no Bar da D. Maria, ao término dos jogos de tênis, era figura obrigatória, e nos deliciávamos com seu agradável papo, que sempre acrescentava algo em nossa conhecimento.
Como advogado, lembro-me com saudades de suas brilhantes sustentações orais, perante o Tribunal de Justiça, que muitas vezes reverteram o resultado de ações que tendiam para resultados negativos.
Se algo me consola, é saber que soube viver com intensidade e prazer seus 75 anos de vida.
Fayal só deixa saudades.
Descanse em paz, meu querido amigo e irmão. Estou certo que ainda vamos nos encontrar qualquer dia desses, em algum lugar.

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