BOLA DANADA



Como estou com saudades, repito...

Aurélio P. Alencar
Abril de 1997
E lá vem ela,
Redonda
Amarela...
Vejo que me espreita...
O difícil é quando ela chega:
Esquisita na minha esquerda
Torta demais na minha direita.

Tento de tudo, me esforço,
Para acertar naquela danada,
Desgraçada, abusada
Que parte redonda
E chega quadrada.

Play! Eu sei... smach, lobby,
Top spin.
Mas tudo se repete,
Se não é a bola é a raquete,
Por mais que eu tente,
Não é pra mim...
Tem algo errado
Se jogo no fundo, ela vem na frente,
Se vou pra rede, ela passa do lado.

É ela, lá vem ela...
E agora?...e agora?...
Ora, ora... Bola fora!...


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Um comentário:

Carlos Otto disse...

O nome desse poema deveria ser... Ode ao Nylo.

Abraços.