Atualização do Blog - Texto de Outubro de 2012 

A DEMOLIÇÃO DO PRÉDIO DO MUSEO DO ÍNDIO - RIO DE JANEIRO


Aquele prédio, nos idos 1970, tinha conservação e era bastante visitado. Na época, já era museu, tendo sido dirigido pelo meu sogro Orículo Castelo Branco Bandeira com a ajuda da minha sogra Dna. Palmerinda Mello Bandeira.  Por decisão do Marechal Rondon ambos entraram no Serviço de Proteção aos Índios e, durante muitos anos, viveram embrenhados nas matas, em missão de atração dos índios, participando inclusive, com os Vilas Boas, na aproximação dos Xingus. O capitão Castelo Branco foi chefe de Postos Indígenas (Caramuru, Paraguassu, São Marcos, Baia da Traição, neste a minha mulher Naura foi gerada - e muitos outros) e Dona Palmerinda dava aulas de alfabetização e de costumes (tipo, usar calção, escovar dentes, etc). Foi chefe de inspetorias em Goias e no Rio Grande do Sul; nesta última negou-se a cumprir determinação para armar os índios para ajudar ao Brizola na defesa do João Goulart, sendo, por isso, surrado (hoje diríamos torturado) e preso. É uma grande história, uma quase odisseia, que mereceria um filme.
Cheguei a ver muitos documentos e fotos, tiradas na chegada e na saída nos lugares onde trabalhavam, para demonstrar as diferenças. Lamentavelmente este acervo foi consumido pelas traças. 

A história dos índios brasileiros tem a marca do velho capitão Castelo Branco e da Dona Palmerinda. 

Salve seu Castelo Branco! 
Salve a Dona. Palmerinda!

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