MINISSÉRIE AMAZÔNIA, de Gálvez a Chico Mendes

Tenho restrições à TV GLOBO, especialmente por ela ser responsável pela pasteurização das culturas regionais do Brasil. Hoje o pessoal de São Luís, do Maranhão tem hábitos e falas muito próximas aos jeitos e dialeto das novelas da TV GLOBO.

O mesmo não se passa com as minisséries, as 7 Mulheres, Grande Serão Veredas, Tenda dos Milagres; a sobre JK, nem tanto. Mas essa AMAZONIA, de Gálvez a Chico Mendes está sensacional.

A minissérie Amazônia de autoria da Glória Peres e dirigida por Marcos Schchtman, para mim, até agora, supera a expectativa. A ambientação, o cuidado com os vestuários, as locações e especialmente as atuações de José Wilker, como Luis Gálves, do José Abreu, como Coronel Firmino, a Débora Bloch como Beatriz e Jackson Antunes como Bastião que são magníficas.
A quantidade de participantes, técnicos e atores, quase 150, mostra a grandiosidade do projeto. O texto segue a rotina dos folhetins, mas aqui e ali, sobra espaço para grande atuações.

Mas eu destaco a fala do Coronel Firmino no capítulo de ontem, que interpela ao Gálvez quanto a sua intenção de mandar os seringueiros para a escola. Bem de ver o entusiasmo das elites brasileiras, desde aquela época, até há pouco tempo, com a cultura e a educação.
Preferiam, e muitos ainda preferem, ter o povo inculto e ignorante para melhor servir aos seus interesses.

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